Conhecido como o “Cantor das Comunidades”, o cantor cearense Zé Vicente, que canta, o que ele mesmo define como música Celebrativa Popular, na sintonia com a MPBR (Musica Popular Brasileira Regional), fará, neste sábado (1º de junho), grande show no Largo da Igreja de Nossa Senhora da Penha, no bairro do Anjo da Guarda.
O show é organizado pelas paróquias da Igreja Católica da Área Itaqui-Bacanga e, segundo a organização, terá toda a renda revertida para investimento na compra de um terreno onde será construído um Centro Comunitário e Cultural na região.
Além de Zé Vicente, a noite, que começará às 19h, terá ainda a participação dos ministérios de música católica, Utopia e Swing e Louvor, que são formados por jovens da prórpria Área Itaqui-Bacanga.
Confira a entrevista que fizemos com o artista que tem mais de 30 anos de carreira e mais de 15 CDs lançados.
Na sua opinião, qual o papel da música no processo da missão e evangelização dentro da Igreja?
“A Musica na missão é como a Comida na Festa de Casamento. Se faltar, o que acontece? No meu caso, optei por cantar pra encantar e não pra doutrinar. Eu quero contribuir com a cultura aberta e não com instituições que se fechem em si mesmas. Quero cantar sempre as belezas que estão presentes desde sempre na alma de nosso povo simples de quem sou filho”.
A Igreja Católica hoje se renova ou precisa de renovação. Como você ver esse processo?
“Tudo o que não se renova e se atualiza no seu tempo morre, com as Igrejas não pode ser diferente. O Reino de Deus, anunciado por Jesus, é uma proposta pra tornar permanente, na história da humanidade o código da felicidade vital pra todos, especialmente pra quem é deixado na exclusão por quem foi se apropriando ou criando as instituiçoes pra governar e servir a vida de seus povos. A Boa Nova de Jesus, traz sempre uma convocação permanente a recriação, a transformação da pessoa e das estruturas, para melhor servir a vida de todos”.
Você fala muito de sonhos e utopias nas suas múscias. Qual seus sonhos, as suas utopias para a Igreja e para o Brasil?
”Em primeiro lugar, sou Cristão, nascido católico e sempre presente na Caminhada das Comunidades Populares e de Dialogo Ecumênico. Ninguem vai ser salvo apenas em sua proópria Igreja fechada, sem respeitar e dialogar com que confessa sua fé, de maneira diferente. Também me pergunto - que futuro terá uma sociedade, se não somemos forças, respeito, compromisso, com o diverso, em todos os sentidos? A humanidade do século 21, precisa caminhar unida, porque os desafios são catastróficos, em todos os niveis. É urgente que cantemos, motivemos a juventude e a sociedade em geral, para as grandes causas humanas, sociais e planetárias”.
2013 é o Ano da Juventude na Igreja Católica do Brasil. Como você ver a participação juvenil dentro da Igreja hoje? E a participação dessa juventude no âmbito social?
“Esse ano, devemos abrir uma série mínima de 10 anos, para tentarmos constuir novos caminhos de vida, de justiça e de paz, principalmente com a Juventude, que está sendo ameaçada por todos os lados, com o assassinato diretos de seus membros. Na Jornada Mundial da Juventude, com a presença do Papa Francisco, no Rio de Janeiro, precisamos lançar ao mundo esse Grito pelo respeito e a defesa da vida dos jovens e das jovens. A Juventude não quer ser assistente e nem moleque de recado de ninguém, mesmo que seja o lider mais querido. A Juventude quer e pode ser mesmo agente, militante, construtora de novos caminhos, claro, tendo em mente a mistica da humildade, da alegria, da ousadia profética, da solidariedade, que é uma energia própria dessa faixa de idade”.
Deixe um recado para a comunidade católica de São Luís e do Maranhão que vai ao show que você fará nesse sábado na capítal maranhense.
“Eu não vou deixar recado. Quero fazer um convite: Venham, vamos cantar juntos, animar nossa alma, nossa fé, nossa esperança! A vida é linda e o povo do Maranhão, na sua beleza, negritude, história, tem uma vocaçao especial. Deixo desde já um abraço com ternura a quem me ler e a quem você possa abraçar nesse começo de junho, mês de tanta festa colorida e cheia de vida”.